Idade Média

  A idade média, foi o período compreendido entre a queda do Império Romano do Ocidente (476) e a tomada de Constantinopla pelos turcos (1453). A própria natureza desses acontecimentos mostra que a compreensão tradicional do período medieval está centralizada, inconscientemente, na romanidade.
  O término de uma série de processos de longa duração, entre eles o grave deslocamento econômico e as invasões e os assentamentos dos povos germanos no Império Romano, transformou a face da Europa. Neste período não chegou a se manter um governo unitário, ainda que houvesse acontecido a formação dos reinos. Novamente os camponeses voltaram a depender dos grande proprietários de terras, assim constituindo-se como a semente do regime senhorial.
  A atividade cultural durante o início da Idade Média consistiu principalmente na conservação e sistematização do conhecimento do passado. Essa primeira etapa da Idade Média foi encerrada no século X com a segunda migração germânica e as invasões protagonizadas pelos vikings, procedentes do norte, e pelos magiares das estepes asiáticas.
  Pode-se compreender a idade média como dividida em dois grandes períodos, a alta e a baixa idade média, a alta, segundo de Souza (1995), como sendo a de evolução da Europa e das grandes invasões, culminando com um crescimento considerável da população. Neste período a Igreja Católica constituiu a mais sofisticada instituição de governo da Europa Ocidental. No contexto cultural houve o ressurgimento intelectual com o desenvolvimento de novas instituições educativas como as escolas catedráticas e monásticas. Foram fundadas as primeiras universidades; surgiram ofertas de graduação em medicina, direito e teologia, além de ter sido aberto o caminho para uma época dourada para a filosofia no ocidente.
  Na idade média descrita como românica, dos século IX ao XII, o indivíduo se negava a sexualidade e a prazeres com o intuito de ir para o céu. A situação da mulher era de submissão extrema aos maridos e pais, ela tornou-se temida e desejada ao mesmo tempo, segundo de Beauvoir (1989) “a mulher não tem direito algum como pessoa, (...) é casada sem seu consentimento, repudiada segundo os caprichos do marido que tem sobre ela o direito de vida e de morte. Tratam-na como uma serva. É protegida pelas leis, mas na qualidade de propriedade do homem e mãe de seus filhos.”
  Na Baixa idade Média, decadência XIIl – XV, teve como princípio as Cruzadas, defendidas pelo Papado para libertar os Lugares Santos no Oriente Médio que estavam nas mãos dos muçulmanos. Essas expedições internacionais foram mais um exemplo da unidade européia centrada na Igreja, embora também tenham sido influenciadas pelo interesse em dominar as rotas comerciais do oriente.

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