Treinamento de Illustrator e Photoshop - Cópia do calçado Sergio Rossi

Barroco

  Neste tempo, o rufo também era usado e tornou-se ainda maior, o gibão ampliou-se e alargou-se. Com os culotes, aconteceu o mesmo, além de terem ido até abaixo dos joelhos.
  A renda estava em evidência em punhos e golas, para ambos os sexos. Já não se usava mais o rufo, que havia se transformado no cabeção, gola engomada, normalmente de renda, suavemente inclinada para cima na parte de trás, que parecia deixar a cabeça apoiada sobre uma base inclinada, e que vai também se transforma na gola caída, que se apoiava enormemente sobre os ombros, tanto para os homens quanto para as mulheres. Para as mulheres não se usava mais o vertugado e sim uma sobreposição de saiotes sob uma saia mais arredondada.
  Os cabelos longos naturais masculinos entraram na moda, havia aqueles não muito dotados de cabeleira que faziam uso de perucas. A peruca transformou-se num dos elementos mais importantes da elegância e ressalto masculino.
  Para a moda feminina, usavam camisa de manga curta, havendo uma espécie de sobre camisa muitas vezes transparente com decotes acentuados e de mangas até os cotovelos. As cinturas eram finíssimas, marcado pelo uso de um corpete rijo e apertado. Nos tecidos usavam cores como o vermelho-escarlate, o vermelho-cereja, e o azul-céu, mas apareciam cores mais claras como o rosa, o azul-céu e o amarelo-pálido.
  Na cabeça as mulheres adornavam com um penteado denominado de à la Fontange, uma espécie de penteado com ares de despenteados, preso por fitas. Desenvolviam os cabelos com rendas, toucas e armações de arame para mantê-los volumosos .
  Desse período em diante, a alfaiataria masculina desenvolveu-se abundantemente mais que a feminina. A roupa dos homens ganhou uma identidade muito marcante: o culote. Por volta dos anos 1680, os descomedimentos começaram a perder lugar em favor de um aspecto de grandeza. Por influência oriental, os homens começaram a usar uma espécie de túnica longa que, foi se encurtando e se transformou na veste, que mais tarde, transformou-se no colete, bem comprido de início, chegando a altura dos joelhos. Usavam também o culote, agora bem mais justo e, como complemento geral, um casaco. 

   Agora, no trabalho realizado em aula inspirado em imagens vistas durante a aula o grupo optou por fazer um vestido de gravidez para uma nobre, utilizando seda, e renda fazendo também a menção ao rufo.












Bizâncio

  A Arte bizantina está fortemente relacionada à religião cristã. O mosaico foi único no período e suas características de criação influenciaram mais tarde a arte gótica. Os bizantinos da classe alta vestiam túnicas bem adornadas, com franjas, ricas em detalhes feitas de seda e fios de ouro e usavam pérolas e pedras preciosas como ornamentação. Já as pessoas de classes mais baixas usavam túnicas simples. 
  No começo imperadores e pessoas da corte usavam uma manta sobre as túnicas, posteriormente passaram a usar longos tecidos em volta do pescoço como um cachecol. Os altivos usavam longa e firme meia-calça. Geralmente as pessoas faziam roupas em casa, mas com o crescimento das cidades, pequenas lojas especializadas na fabricação das roupas surgiram e passaram a ser feitas por artesãos. 
  À medida que os artesãos tornavam-se habilidosos, a qualidade da roupa aumentaria, sendo cortadas, ajustadas, decoradas e feitas sob medida. As mulheres começaram a usar vestidos atados na parte de cima do corpo e os homens passaram a usar mangas por baixo de suas túnicas. 
Inspirado na suntuosidade da época o grupo investiu em um sintético que simulava prata juntando assim pedras "preciosas" e correntes simulando o ouro.
















Renascimento


  O diferencial na indumentária masculina desse tempo foi o gibão, normalmente acolchoado, com ou sem mangas, abotoado à frente e com uma basque sobre o calção. Sobre o gibão, usavam a jacket, ou uma túnica aberta à frente e de grande design.
  Sobre o órgão sexual usavam uma espécie de suporte que tinha como função de adornar, era de fato um detalhe para exibir toda a sua masculinidade e virilidade do próprio. Nas pernas usavam meias coloridas, muitas vezes com características diferentes para cada perna. Essa moda foi toda bem colorida e chamativa, sendo a masculina mais efusiva que a feminina.
  Para ambos os sexos, notadamente para moda feminina, era comum o decote marcante, com o passar do tempo surgiu um tipo de gola, denominada de rufo, que se assemelhava a uma enorme rodagem de tecido fino e toda engomada, que cresceu tanto que atingiu proporções inimagináveis demonstrando assim riqueza e desdém que era sinônimo de certo prestígio social. O rufo foi usado por homens e mulheres. Os sapatos masculinos eram de bico achatado e largo.
  A moda feminina, em unânime, usava um vestido denominado de vertugado, que consistia em partes duras para o tronco e que, da cintura para baixo, se abria em formato cônico com armações mais rijas ainda, quase não dando efeito de movimento à peça e liberdade à usuária. As mangas desses vestidos normalmente eram longas, largas e pendiam, quase até o chão. Em seus vertugados as mulheres também faziam o uso das talhadas, e adornavam suas faces com a gola rufo.
Para os cabelos, em um primeiro momento do Renascimento, eram usados adornos mais leves como rendinhas, pérolas e tranças enroladas sobre a cabeça, e um grande costume feminino foi acentuar a testa não só esticando os cabelos para trás como também chegando a raspá-los mais próximos do alto da face.
  Com o passar dos tempos, a moda feminina do vertugado acabou se transformando na fartbingale, que cresceu nas laterais dos quadris, atingindo volumes inusitados. As armações eram de madeira, arame, ou barbatanas de baleia para sustentarem todo esse exagero.
  No Renascimento surgiu uma peça de grande estima para toda a história da moda que foi o corpete, que afunilava a cintura feminina de maneira bem expressiva. A moda feminina foi ganhando um significativo compromisso de sedução ao começar a evidenciar o colo com o decote e também a cintura com o corpete.
  Como no renascimento o culto as formas e ao corpo já começavam a voltar a tona, foi escolhido a elaboração de um vestido que deixava exposto as curvas femininas, além de através da transparência pode ser demonstrado o fato que neste período estavam voltando os padrões clássicos, todavia ainda de certa forma "velada" em função de séculos de mudanças religiosas.
















Idade Média

  A idade média, foi o período compreendido entre a queda do Império Romano do Ocidente (476) e a tomada de Constantinopla pelos turcos (1453). A própria natureza desses acontecimentos mostra que a compreensão tradicional do período medieval está centralizada, inconscientemente, na romanidade.
  O término de uma série de processos de longa duração, entre eles o grave deslocamento econômico e as invasões e os assentamentos dos povos germanos no Império Romano, transformou a face da Europa. Neste período não chegou a se manter um governo unitário, ainda que houvesse acontecido a formação dos reinos. Novamente os camponeses voltaram a depender dos grande proprietários de terras, assim constituindo-se como a semente do regime senhorial.
  A atividade cultural durante o início da Idade Média consistiu principalmente na conservação e sistematização do conhecimento do passado. Essa primeira etapa da Idade Média foi encerrada no século X com a segunda migração germânica e as invasões protagonizadas pelos vikings, procedentes do norte, e pelos magiares das estepes asiáticas.
  Pode-se compreender a idade média como dividida em dois grandes períodos, a alta e a baixa idade média, a alta, segundo de Souza (1995), como sendo a de evolução da Europa e das grandes invasões, culminando com um crescimento considerável da população. Neste período a Igreja Católica constituiu a mais sofisticada instituição de governo da Europa Ocidental. No contexto cultural houve o ressurgimento intelectual com o desenvolvimento de novas instituições educativas como as escolas catedráticas e monásticas. Foram fundadas as primeiras universidades; surgiram ofertas de graduação em medicina, direito e teologia, além de ter sido aberto o caminho para uma época dourada para a filosofia no ocidente.
  Na idade média descrita como românica, dos século IX ao XII, o indivíduo se negava a sexualidade e a prazeres com o intuito de ir para o céu. A situação da mulher era de submissão extrema aos maridos e pais, ela tornou-se temida e desejada ao mesmo tempo, segundo de Beauvoir (1989) “a mulher não tem direito algum como pessoa, (...) é casada sem seu consentimento, repudiada segundo os caprichos do marido que tem sobre ela o direito de vida e de morte. Tratam-na como uma serva. É protegida pelas leis, mas na qualidade de propriedade do homem e mãe de seus filhos.”
  Na Baixa idade Média, decadência XIIl – XV, teve como princípio as Cruzadas, defendidas pelo Papado para libertar os Lugares Santos no Oriente Médio que estavam nas mãos dos muçulmanos. Essas expedições internacionais foram mais um exemplo da unidade européia centrada na Igreja, embora também tenham sido influenciadas pelo interesse em dominar as rotas comerciais do oriente.

Romanico

  Na Idade Média optamos pelo período Romanico este incluído na Alta Idade Media, onde uma característica marcantes no vestuário eram os chapéus arredondados utilizados em conjunto com as mantilhas, usados para proteção e para cobrir o colo, o cabelo e o pescoço, já que na época, a questão da religiosidade estava em alta, e portanto era considerado um sinal de retidão moral e física diante do ser divino.










Roma Antiga

  Roma no ultimo período da Idade Antiga estava centrada em um forte processo de militarização para viabilizar o Imperialismo. Assim, a dinâmica cotidiana da "Grande Roma" está voltada para a conquista de novos territórios (domínios) e para a manutenção destes. Mais do que na Grécia Antiga, percebe-se em Roma um forte discurso político, identificado nas artes e nas formas de vestuário.
  Com um traje muito simplório inspirada no grego, as vestimentas romanas eram basicamente um retângulo de tecido preso ao corpo, as roupas mais usadas eram as togas, muito semelhantes ao himation usado na Grécia antiga.
  Em Roma vestia-se uma túnica por baixo e a toga por cima. Essa toga era muito volumosa e suas
características possibilitavam a identificação do grupo social do mensageiro através do tamanho, forma ou cor da roupa. Já escravos, plebeus e soldados costumavam usar apenas uma túnica sobre o corpo.
  Os romanos não tinham por hábito cobrir a cabeça, a não ser por ocasião de uma viagem visando
proteção. Nessas alturas poderiam colocar o petasus, um chapéu de abas largas, ou o cuculo, um capuz.
  Quando efetuavam sacrifícios, os homens romanos tapavam as cabeças com uma banda da toga ou
do pallium.
  Entre as mulheres existia o hábito de cobrir-se com a palla (um manto comprido que chegava até os pés) quando se deixava a casa. As viúvas utilizavam o ricinium, uma espécie de xale.
  Foi inspirado no filme Gladiador, onde na época era comum o uso de metais e couros grosseiros pelos guerreiros. Dentro deste contexto, foram utilizados aspectos da época para confecção em sala de aula de um calçado, conforme estipulado pela professora. Foram usados para elaboração deste, artefatos de couro e metais. Para isso foi pensado em um modelo contemporâneo com traços baseados na época, como por exemplo, a adaptação ao contorno dos pés, trazendo confortabilidade e segurança no calçar, ressaltando que na época esta segurança era primordial em função da utilização em batalhas pelos guerreiros gladiadores.














Grécia Antiga

  A roupa era praticamente a mesma para os dois sexos. Tinham total liberdade de mentalidade
demonstrando isso nas suas vestimentas. O corpo era coberto apenas para efeito estético e não erótico, a indumentária baseava-se em um retângulo (quíton) que era modelado ao corpo de forma individual e inimitável presos por fíbulas ou broches. Os soldados lutavam praticamente nus, protegidos apenas por seus elmos, grevas e armas, mais além passaram a usar túnicas de couro reforças com metal. Diferente da imagem criada os gregos utilizavam tecidos muita vezes estampados e de cores fortes.
  O grupo inspirou-se no filme Spartacus, onde foi observada a vestimenta dos atores, envolvendo tecidos leves de retângulos, modelando levemente o corpo com amarrações ou presilhas deixando um bom caimento. O drapeado também era um ponto característico do vestuário grego.